30/03/2007

Master Disc. Queda de braço com as majors

O primeiro grande passo para uma banda ser conhecida é registrar suas músicas em um CD, depois fazer uma quantidade de copias e então fazer sua distribuição comercial e esperar o resultado.

“A música não pode ter obstáculos”

O primeiro obstáculo está exatamente na quantidade de cópias, pois a maioria das gravadoras trabalha apenas com quantidades acima de mil cópias.

“Tu podes estar começando agora, porém, tens o mesmo valor que Alceu Valença”

Pensando nisso, Eugênio de Castro, presidente da Master Disc, adotou uma estratégia de ação que trouxe uma grande esperança ao movimento underground. As bandas podem gravar as suas músicas em uma matriz no seu local preferencial e enviar-lhe para a Master Disc.
Até esse ponto não há nada de novo. Então vem a parte interessante.
A Master Disc fará a masterização de sua matriz e produção do CD, onde deverão sair prontas mil cópias com capa e contracapa, e o encarte por R$ 2,80 a unidade.
Muitos poderiam dizer que não há nada de espetacular, e estariam certos, se não fosse o fato de que a empresa também aceita pedidos de cem cópias, e pelo mesmo valor.
Mas para certas coisas o valor não é tão importante e,sim, o resultado. Então, Eugênio de Castro, sem pestanejar, explana que essa é a melhor parte. Ele comenta que todo e qualquer produto produzido por sua empresa é feito com igual material das gravadoras de renome, por isso, tanta qualidade.

“A imposição está sendo quebrada”

Eugênio de Castro está há onze anos no mercado da música. Sua qualificação foi adquirida no período de formação profissional em Recording Engineer, nos Estados Unidos. Outra referência sua é o contrato com a banda 14 bis, que durou em torno de quatro anos; além do fato de Eugênio ser músico e conhecer bem do assunto.

“As rádios fecham a diversidade, por esse motivo a internet faz bem aos músicos.”

Ele ainda comenta que o principal motivo para essa sua atitude foi o fato de ser contra a imposição das grandes gravadoras, e que está muito feliz, pois a cada ano surgem novos meios de comunicação que lutam contra essa imposição.

“É chegada a hora de desbancar as rádios que excluem os músicos desconhecidos.”

Sua luta é constante. Ele chegou até a fazer uma petição e protocolou no palácio do governo de Minas Gerais uma rádio que contemplasse os músicos excluídos.
E funcionou. A petição levou à uma audiência com o Ministério da Cultura.

Para enviar sua proposta para a Master Disc:
Belo Horizonte/Minas Gerais
Rua Domingos Vieira, 319, loja 6
Telefone: 031 32413251

A gravadora ainda distribui o material das bandas por todo o Brasil. E nos próximos dois meses a distribuição será também em outros países.

Mais informações: eugenio@masterdisc.com
* Extraído do Recife Rock, matéria de Genner Guilherme

20/03/2007

Tributo a Ronnie Von

Ronnie Von - O Príncipe


Ronnie Von começou a carreira no bar "O Beco das Garrafas", nome mais sugestivo impossível. Nessa mesma época a múmia Hebe Camargo apelidou-o de "O Príncipe".

Em 1966 ele comandou o programa "O Pequeno Mundo de Ronnie Von" na TV Record. Lançou gente como Mutantes, Jerry Adriani e o pessoal da Tropicália. Mais adiante adentrou o universo da literatura com "Mãe de Gravata" inspirado na sua experiência de pai e mãe. O sucesso na televisão resultou na apresentação do programa "Todo Seu" na TV Gazeta. Um programa feminino com toque masculino (ui). As tiazonas de plantão devem ficar com compulsão para comer, duplamente.

Musicalmente falando ele não ficou tão conhecido como seus companheiros. Na verdade ninguém ficou tão conhecido como Roberto Carlos. Na verdade ninguém chegou nem perto. Ronninho é bastante conhecido pelo som mais psicodélico misturado a sonoridades "brasileiras". A música "Sílvia 20 horas domingo" é uma das mais conhecidas.

Agora uma turma se reuniu para reverenciar o Príncipe fazendo um tributo com bandas novas do cenário rock brasileiro. Devido ao grande interesse de bandas em participar e de muitas músicas relevantes, foram gravados dois discos que estão disponíveis no site dedicado ao tributo. Lá cada música possui as informações da banda que gravou e até explicações do que eles quiseram fazer para tornar a música diferente.

Mas se você não quiser dar uma olhada no site-tributo, vá direto ao download clicando nos discos abaixo:

Disco 1

Disco 2

Vale a pena também dar uma passeada por um site dedicado a Jovem Guarda. O site é bem completo, trazendo até a divisão por períodos como: Pré-Jovem Guarda, Jovem Guarda, Pós-Jovem Guarda, Ordem Alfábetica e Outros nomes. Cada item desse subdivide-se em outros como: Bandas, Grupos Vocais e Cantores. Há muita coisa que nunca ouvimos falar. A não ser gente como Lafayette que foi "recuperado" por Gabriel Tomaz e o pessoal D'Os Tremendões.

18/03/2007

Manguebeat e Textículos de Mary

O que foi o movimento mangue todos já sabem. Nas andanças pela net achei esse documentário sobre a cena pernambucana que revigorou a música brasileira, especialmente o rock, na déca(dente)da de 90:

Documentário Manguebeat – Uma evolução


Cheque-Girls

Veio de lá também, como contraponto a esse movimento, a banda Textículos de Mary. Vi a apresentação da banda no Abril ProRock de 2001. Muitos falam que não há nada de novo na banda, já que os Secos e Molhados já se maquiavam na década de 70. É verdade. Mas os Secos e Molhados se maquiavam como travestis zumbis, declaravam que eram homossexuais e simulavam sexo no palco? Ou as letras eram pornográficas? Não, não tinha nada disso. A Textículos horrorizava muitos que a viam pela primeira vez. Eu achei um barato. Uma fuleiragem da boa. Não que eu quisesse ter visto os ovos de um dos vocalistas saindo pela beirada da calcinha com meia arrastão por cima. Mas quem está na chuva é pra se molhar. Quem tiver interesse pode assistir o documentário sobre a banda clicando no link abaixo ou baixando o disco no link seguinte. O vídeo foi um projeto de conclusão de curso.

Documentário Textículos de Mary

Não esperem música bem feita, é cru e mau-feito.

Textículos de Mary – Cheque Girls

16/03/2007

Top 20 CD's e DVD's vendidos no Brasil em 2006

20 CDs e DVDs musicais mais vendidos no Brasil, em 2006, segundo a ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos:

CD TOP20 - 2006

1. Padre Marcelo Rossi - "Minha Benção" (Sony BMG)
2. Caio Mesquita - "Jovem Brazilidade" (EMI Music)
3. Rebelde - "Nuestro Amor" (EMI Music)
4. Roberto Carlos - "Duetos" (Sony BMG)
5. Ana Carolina - "Estampado" (Sony BMG)
6. Bruno & Marrone - "Ao Vivo Em Goiânia" (Sony BMG)
7. Vários - "Bem Funk - DJ Marlboro" (Som Livre)
8. Zezé Di Camargo & Luciano - "Diferente" (Sony BMG)
9. Kid Abelha - "Acústico MTV" (Universal Music)
10. Jota Quest - "MTV Ao Vivo" (Sony BMG)
11. Vários - "Belíssima Internacional" (Som Livre)
12. Marisa Monte - "Infinito Particular" (EMI Music)
13. Marisa Monte - "Universo Ao Meu Redor" (EMI Music)
14. Rebelde - "Nosso Amor Rebelde" (EMI Music)
15. Rebelde - "Live In Hollywood" (EMI Music)
16. Ana Carolina - "Dois Quartos" (Sony BMG)
17. Mayck e Lyan - "Defendendo A Tradição" (EMI Music)
18. Vários - "Páginas Da Vida Internacional" (Som Livre)
19. Skank - "MTV Ao Vivo" (Sony BMG)
20. Vários - "Páginas Da Vida Nacional" (Som Livre)

DVD TOP20 - 2006

1. Rebelde - "Live In Hollywood" (EMI Music)
2. Roberto Carlos - "Duetos" (Sony BMG)
3. Rebelde - "Tour Generation Rbd" (EMI Music)
4. Rebelde - "Que Hay Detras De Rbd" (EMI Music)
5. Bruno & Marrone - "Ao Vivo Em Goiânia" (Sony BMG)
6. Zeca Pagodinho - "Acústico MTV 2 Gafieira" (Universal Music)
7. Pink Floyd - "Pulse" (Sony BMG)
8. Xuxa - "O Show Ao Vivo" (Som Livre)
9. O Rappa - "Acústico MTV" (Warner Music)
10. Barão Vermelho - "MTV Ao Vivo - Best Of" (Warner Music)
11. U-2 - "2005 Vertigo" (Universal Music)
12. Roupa Nova - "Acústico 2" (Universal Music)
13. Roupa Nova - "Acústico" (Universal Music)
14. Asa de Águia - "Ao Vivo" (Som Livre)
15. Ana Carolina & Seu Jorge - "Ana & Jorge" (Sony BMG)
16. Vários - "Amigos" (Som Livre)
17. Ivete Sangalo - "MTV Ao Vivo" (Universal Music)
18. O Rappa - "O Silêncio Q Precede o Esporro" (Warner Music)
19. Caio Mesquita - "Ao Vivo" (EMI Music)
20. Gino & Geno - "A Galera Do Chapéu Ao Vivo" (EMI Music)

Banda lança CD com cheiro de carne apodrecida

Tem gosto para tudo nesse mundo.






O trio norte-americano de goregrind (uma ramificação do metal) The County Medical Examiners irá lançar o álbum "Olidous Operettas" com aroma de carne em decomposição.
Usando a tecnologia "raspe-e-cheire", uma das faces do CD irá exalar cheiro de carne em fase de putrefação ao ser manuseado. Boatos rolam por aí de que os integrantes da banda seriam médicos legistas e por isso assinam como Dr. Morton Fairbanks (guitarra e vocal), Dr. Guy Radcliff (baixo e vocal) e Dr. Jack Putnam (bateria e vocal).
O vocalista Morton Fairbanks admitiu que sua idéia foi considerada ofensiva demais por várias gravadoras, que por isso se recusaram a lançar o álbum, cujas letras falam de doenças e violência. A procura foi longa, mas valeu a pena: a Sony concordou em usar essa tecnologia para impregnar o CD com o odor de carne podre. "Esse álbum vai feder", completa o cantor. O som deles é bem parecido com Carcass e General Surgery. O site oficial da banda ainda está em construção. http://www.thecountymedicalexaminers.com/
*Recebido por e-mail

14/03/2007

Abril ProRock 2007 - Escalação

Dia 13/04

Palco 1: Nação Zumbi e Mutantes
Palco 2: Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta (BA) / O Quarto das Cinzas (CE) / Moptop (RJ)
Palco 3: Canivetes / Os Bonnies (RN)

Dia 14/04

Palco 1: Ratos de Porão (SP) / Marky Ramone e TequilaBaby / Sepultura / Korzus (SP)
Palco 2: Carbona (RJ) / Dance of Days (SP)/ Udora (BH) / Mechanics (GO)
Palco 3: Fiddy / Rabujos

Dia 15/04

Palco 1: Mestres do Forró (CE/PE/PB) / Lee Perry (Jamaica) / The Film (França) / Los Alámos (Argentina)
Palco 2: The Playboys / Rebeca Matta (BA) / Monomotores / Canto dos Malditos na Terra do Nunca (BA) / Orquestra Contemporânea de Olinda
Palco 3: Êxito d’Rua / Valentina (GO)

Parabéns galera d'Os Bonnies.

Fonte: http://www.popup.mus.br/

11/03/2007

Júpiter Maçã

Júpiter Maçã nada mais é que Flávio Basso. E Flávio Basso nada mais foi do que um integrante da lendária Cascavelletes. Banda oitentista gaúcha que emplacou inclusive música na novela Top Model: “Bom, bom, bom faz aquela nega na sacada do edifício/ Bom, bom, bom faz o meu coração...punhetinha de verão”. De lá para cá, Flávio fez um média metragem, fez incursões pela bossa-nova, antiga, como Júpiter Apple e até pelo folk como Woody Apple. Mas ele é conhecido mesmo pelo disco “A sétima efervescência”, lançado em 1996 com o nome Júpiter Maçã, homenagem ao planeta e a gravadora responsável pelos discos dos besouros. O disco não nasceu apenas da mão dele. Foi parido com a ajuda de Glauco Caruzo (bateria e percussão) e Émerson Caruzo (baixo). Além do próprio Júpiter, responsável pelas guitarras, violões, craviolas de 12, teclados, harmônicas, gnomos, percussão, bolhas e todos os vocais solo e backings.


Júpiter é um fanático pelo rock sessentista, como todos nós, ou não? Claro que há gente anormal nesse mundo, mas isso é uma outra história. História mesmo foi achar esse cdzinho numas daquelas lojas que não existem mais. O “A sétima efervescência” foi achado por mim na loja Aki Discos do calçadão da João Pessoa. Antigamente quando eu não tinha o que fazer, tinha como hobbie procurar discos interessantes, e esquecidos, nessas lojas. Foi assim que achei também o “A primeira vez que você me beijou” do Little Quail.


A Sétima Efervescência é, para quem gosta de rock, música psicodélica, coisas infantis e sem sentido, uma delícia. Há letras divertidas, alucinógenas e até recados para a mulherada. Pode ser utilizado inclusive como trilha sonora duma boa trepada. Foi dele que saíram “Miss Lexotan 6 mg” regravada pelo Ira! e “Lugar do Caralho” regravada por Wander Wildner, The Wild Chicken.


Depois dos discos lançados sobre outros codinomes, Júpiter Maçã já prometeu a volta com disco cheio há tempo. Nunca chegando a se tornar verdade. Daqui a pouco vira piada igual ao Guns com Chinese Democracy. Duas músicas (Marchina Psicótica de Dr. Soup / Mademoiselle Marchand) foram prensadas pela Monstro Discos num compacto 7” que pode ser comprado lá no site monstruoso. O cd? Sei lá. Se o interesse bater baixe o disco e procure depois por “Hisscivilization”, “Plastic Soda” e “The Apartment Jazz”, discos e filme, respectivamente, lançados sobre outras alcunhas.

Se você ainda está se perguntando porque baixar o disco e ouvi-lo, escrevo o seguinte: o disco é rodeado de influências de Beach Boys, Beatles, Kinks. Syd Barret e tudo que há de bom na música mundial. Sem falar que não custa nada baixar, escutar e dizer: “é uma merda”. Ou: “é massa”. Baixe, pegue umas cervejas geladas, uns amendoins, chame os amigos e escute.

A Sétima Efervescência - Júpiter Maçã

10/03/2007

Como divulgar sua banda, por colaboradores do Recife Rock

Falta de criatividade e saco para escrever. Descaradamente chupado, mas creditado, do Recife Rock.

Muito bom ver o retorno que estamos tendo com a nova fase do site. E é justamente por causa disso que resolvi prestar um serviço de utilidade pública aos leitores. Seguinte: sei que a maioria das pessoas que vai ao Abril pro Rock quer mais é se divertir mesmo. Mas tem muita gente que aproveita o evento para estreitar os contatos e entregar o material de sua banda para jornalistas e produtores presentes no festival. Bem, é para esse pessoal que elaborei a lista de dicas abaixo para que você entregue algo minimamente decente. Boa parte delas pode parecer besteira, mas são os detalhes que fazem a diferença. Vamos lá:

1 – Procure carregar pouca coisa. Se der, compacte todas as informações em um CD multimídia. Fica mais fácil para quem vai receber seu material.
2 – Escolha a dedo para quem entregar. Procure saber quem é o cara da Folha de São Paulo, o sujeito da MTV, se vai ter alguém da Bizz e da Rolling Stone cobrindo. Dê prioridade a esses. Depois, se ainda sobrar alguma coisa, distribua com a imprensa local (incluindo o Recife Rock!).
3 – Seja curto, direto e educado. É chegar no sujeito e dizer algo mais ou menos assim: “Oi, tudo bem? Sou fulano e queria entregar o material da minha banda. Obrigado!”. Pode não parecer, mas ele está ali trabalhando…
4 – Jamais use expressões do tipo: “escuta aí!”. “dá uma força”. Pega mal.
5 – Elabore um release decente, que seja objetivo e direto. Algo do tipo: “somos isso, tocamos isso e já fizemos isso”. Ninguém tem paciência para perder tempo lendo release. Então, quanto mais curto, melhor. Evite contar a historinha da banda: “nos conhecemos numa mesa de bar, quando fulano teve a idéia de montar uma banda e telefonou para sicrano, que estava doente na casa da avó…”. Deixe para contar isso quando for famoso. E, pelamordedeus, coloque os contatos. Já vi muito release sem telefone de contato ou e-mail. Lembre-se: por mais genial que você seja, não vão bater na sua porta oferecendo um contato. Todas as boas (e más) notícias costumar vir por telefone. Se português não é o seu forte, peça para alguém revisar o texto e suprimir os erros. Não é vergonha nenhuma. Professores e jornalistas vivem fazendo isso.
6 – Depois que entregar seu material, esqueça que o sujeito existe. Não fique mandando e-mail o tempo todo perguntando: “e aí, já escutou?”
7 – Não adianta nada caprichar na apresentação e ter um trabalho oco. O que importa é a qualidade da sua música.
8 – Se for entregar demo, escolha as três melhores músicas. É melhor entregar três boas do que nove regulares.
9 – Se preocupe também em entregar para as bandas de fora. Elas têm mais influência do que a mídia, pois já estão no mercado há algum tempo e, se realmente gostarem do seu trabalho, pode rolar alguma indicação para o selo/gravadora em que trabalham.
10 – Insistam. Se não der frutos este ano, tente no próximo. Se puder, peça o contato do jornlista/produtor quando entregar o material. Assim, quando você lançar trabalho novo já sabe para onde enviar.
Por Hugo Montarroyos, Recife Rock (www.reciferock.com.br), 09/03/07

Aproveitando as ótimas dicas que Hugo postou logo abaixo, eu decidi apresentar uma alternativa.

Não grave discos. Não estamos mais nos anos 90.

Grave músicas. E perca todo o dinheiro que você investiriam prensando (ou queimando em CD+R) em coisas paralelas. Monte um site bacana, imprima adesivos e cartões de visitas com o endereço desse site, coloque sua música no MySpace, no Trama Virtual, no Virb e no Pure Volume.

“Você está louco?”. Pense bem, todas as últimas bandas que se deram bem de alguma forma - Cansei de Ser Sexy, Moptop, Bonde do Rolê e, porque não, o The Playboys - não tem disco pronto. Todos chamaram atenção na Internet mesmo.

Disco a gente lança quando tem um público formado para comprar ele. Não adianta entrar numa prateleira enorme, cheia de outras opções, porque são raras pessoas que compram disco de uma banda desconhecida. Mais raras ainda de bandas locais desconhecidas. Aliás, alguém compra disco ainda?

8 de cada 10 discos de bandas pequenas recebidos por jornalistas acabam indo para o lixo.

10 de cada 10 matérias publicadas sobre bandas locais em jornais só serviram para prestar conta ao patrocinador do disco.

Seja certeiro. Um site ou blog tem muito mais chances de falar de sua banda - afinal, eles tem espaço livre - que uma mídia tradicional. Que banda nova você ficou conhecendo porque leu a Folha de São Paulo, o Jornal do Commercio ou até mesmo a revista Bizz? Se vai entregar um material, mande para quem vai multiplicar o que tem ali. Se você fizer apenas 10 cópias, prefira oTrama Virtual ou o RecifeRock que a Folha. É onde seu público está lendo sobre novidades.
Mais importante, entregue para um cara de banda que você acha que faz um som parecido com o seu. Ele é seu maior aliado.

Por Bruno Nogueira, Recife Rock (www.reciferock.com.br), 09/03/07

04/03/2007

FuzzFaces



O advento da internet fez com que conhecer bandas, antes restritas a quem podia comprar os discos e revistas e ir a shows, ficasse mais fácil. Facílimo. Basta ter o computador conectado e entrar num blog musical ou site. O Trama Virtual por exemplo. Lá tem as bandas divididas por estilos, tem bandas da semana, matérias e outras coisas. Foi lá que conheci uma tal de FuzzFaces.

Os integrantes dizem gostar de gravações toscas dos anos 60 e claro, da sonoridade dos pedais fuzz. Gostam de bandas do naipe de Mummies e Fuzztones. Se você não conhece essas bandas e gosta do que se convém chamar proto-punk ou garage rock, deve procurar conhecer.

Acho o som bem instigante. Simples, cru, vibrante. A banda é de São Paulo e chegou a abrir para a banda japonesa Guitar Wolf. É composta por Andreia Strychnine (Baixo), Gregor Beacaveman (Bateria) e Wagner Fuzz Tal (Guitarra). Uma banda como essa merecia ser chamada ao MADA. Foge da atual produção potiguar, pelo menos em grande parte, a que nós estamos acostumados: hardcore, hard rock, baile-cover, new metal mela-cueca e pop sebozo.

Baixe Fuzzfaces e tire suas próprias conclusões.