Master Disc. Queda de braço com as majors
“A música não pode ter obstáculos”
O primeiro obstáculo está exatamente na quantidade de cópias, pois a maioria das gravadoras trabalha apenas com quantidades acima de mil cópias.
“Tu podes estar começando agora, porém, tens o mesmo valor que Alceu Valença”
Pensando nisso, Eugênio de Castro, presidente da Master Disc, adotou uma estratégia de ação que trouxe uma grande esperança ao movimento underground. As bandas podem gravar as suas músicas em uma matriz no seu local preferencial e enviar-lhe para a Master Disc.
Até esse ponto não há nada de novo. Então vem a parte interessante.
A Master Disc fará a masterização de sua matriz e produção do CD, onde deverão sair prontas mil cópias com capa e contracapa, e o encarte por R$ 2,80 a unidade.
Muitos poderiam dizer que não há nada de espetacular, e estariam certos, se não fosse o fato de que a empresa também aceita pedidos de cem cópias, e pelo mesmo valor.
Mas para certas coisas o valor não é tão importante e,sim, o resultado. Então, Eugênio de Castro, sem pestanejar, explana que essa é a melhor parte. Ele comenta que todo e qualquer produto produzido por sua empresa é feito com igual material das gravadoras de renome, por isso, tanta qualidade.
“A imposição está sendo quebrada”
Eugênio de Castro está há onze anos no mercado da música. Sua qualificação foi adquirida no período de formação profissional em Recording Engineer, nos Estados Unidos. Outra referência sua é o contrato com a banda 14 bis, que durou em torno de quatro anos; além do fato de Eugênio ser músico e conhecer bem do assunto.
“As rádios fecham a diversidade, por esse motivo a internet faz bem aos músicos.”
Ele ainda comenta que o principal motivo para essa sua atitude foi o fato de ser contra a imposição das grandes gravadoras, e que está muito feliz, pois a cada ano surgem novos meios de comunicação que lutam contra essa imposição.
“É chegada a hora de desbancar as rádios que excluem os músicos desconhecidos.”
Sua luta é constante. Ele chegou até a fazer uma petição e protocolou no palácio do governo de Minas Gerais uma rádio que contemplasse os músicos excluídos.
E funcionou. A petição levou à uma audiência com o Ministério da Cultura.
Para enviar sua proposta para a Master Disc:
Belo Horizonte/Minas Gerais
Rua Domingos Vieira, 319, loja 6
Telefone: 031 32413251
A gravadora ainda distribui o material das bandas por todo o Brasil. E nos próximos dois meses a distribuição será também em outros países.
Mais informações: eugenio@masterdisc.com



Júpiter Maçã nada mais é que Flávio Basso. E Flávio Basso nada mais foi do que um integrante da lendária Cascavelletes. Banda oitentista gaúcha que emplacou inclusive música na novela Top Model: “Bom, bom, bom faz aquela nega na sacada do edifício/ Bom, bom, bom faz o meu coração...punhetinha de verão”. De lá para cá, Flávio fez um média metragem, fez incursões pela bossa-nova, antiga, como Júpiter Apple e até pelo folk como Woody Apple. Mas ele é conhecido mesmo pelo disco “A sétima efervescência”, lançado em 1996 com o nome Júpiter Maçã, homenagem ao planeta e a gravadora responsável pelos discos dos besouros. O disco não nasceu apenas da mão dele. Foi parido com a ajuda de Glauco Caruzo (bateria e percussão) e Émerson Caruzo (baixo). Além do próprio Júpiter, responsável pelas guitarras, violões, craviolas de 12, teclados, harmônicas, gnomos, percussão, bolhas e todos os vocais solo e backings.
Júpiter é um fanático pelo rock sessentista, como todos nós, ou não? Claro que há gente anormal nesse mundo, mas isso é uma outra história. História mesmo foi achar esse cdzinho numas daquelas lojas que não existem mais. O “A sétima efervescência” foi achado por mim na loja Aki Discos do calçadão da João Pessoa. Antigamente quando eu não tinha o que fazer, tinha como hobbie procurar discos interessantes, e esquecidos, nessas lojas. Foi assim que achei também o “A primeira vez que você me beijou” do Little Quail.
Depois dos discos lançados sobre outros codinomes, Júpiter Maçã já prometeu a volta com disco cheio há tempo. Nunca chegando a se tornar verdade. Daqui a pouco vira piada igual ao Guns com Chinese Democracy. Duas músicas (Marchina Psicótica de Dr. Soup / Mademoiselle Marchand) foram prensadas pela Monstro Discos num compacto 7” que pode ser comprado lá no site monstruoso. O cd? Sei lá. Se o interesse bater baixe o disco e procure depois por “Hisscivilization”, “Plastic Soda” e “The Apartment Jazz”, discos e filme, respectivamente, lançados sobre outras alcunhas.