Quarta-feira de cinzas, ondas, golfinhos e céu azul
Terça-feira de carnaval. Estávamos voltando, eu e Bob, de Zumbi. Carnaval mutcho lôco onde o dito cujo bodyboarder fez amizade com o vendedor de loló. Isso foi depois dele acabar o dinheiro comprando loló. Aí fez amizade com o figura e cheirava com ele. Na barraca na beira mar tocava Messias Paraguay.
Mas não tínhamos mais saco para ficar lá, pegamos o ônibus de volta para a base: Cotovelo. Entramos no ônibus, umas 10 pessoas presentes, e sentamos lá atrás. Cada um ocupando duas poltronas. O ônibus entra em movimento e quando começa o sobe e desce na pista de barro, um bêbado que ia num banco mais a frente resolve vomitar no corredor. Com o sobe e desce nas ladeiras, o vômito ia e vinha. E as pernas subiam e desciam para livrar o produto. Ok, paramos com a brincadeira deitando nas cadeiras.
A viagem foi uma maravilha. O motorista parecia um psicopata. Parecia que ele dirigia uma Ferrari. Mas era um ônibus caindo aos pedaços. Quando estamos entrando em Natal o bêbado acorda. Ele ia descer em Pureza, vizinho a Zumbi. E pior, não tinha dinheiro. Foi posto pra fora do ônibus.
Chegamos a rodoviária e pegamos outro ônibus, esse a caminho de Cotovelo. Lá chegando a casa estava trancada. Do lado de fora tinha um chuveiro. Beleza. Pra mim. Felipe queria cagar. E foi, na beira da praia. Eu tomando banho, tudo escuro. Me abaixo pra pegar o sabonete (hummmm). Escuto um barulho. Uma luz se acende na casa vizinha. Levanto devagar. Boto só os olhos por sobre o muro. Que visão. A vizinha se enxugando. Depois de alguns minutos "na entoca", resolvi aparecer. Me abaixei. Liguei o chuveiro e subi de costas. Fui virando devagar e ela estava enrolada na toalha. Tivemos sorte que não chamaram a polícia, afinal, estávamos numa casa trancada tomando banho...
Bob devidamente cagado e os dois tomado banho, vamos a Pirangi. Chegando lá encontramos Renato que tava meio putinho porque abandonamos ele no carnaval. Mas foi pouco tempo, amor. Depois de um tempinho ele desfez o bico e caimos na cerva, com direito a muita fuleiragem, normal sempre que nos encontrávamos e ainda mais no carnaval.
Quarta-feira, acordo, vou a varanda olhar o mar. Nessa época a casa de Bob tinha uma visão privilegiada. Hoje, já era. Quando chego a varanda... direitas de sonho, sem uma vivalma na água. Ainda avistei uns golfinhos. Fui no quarto, mas o desgraçado não quis ir. Fui sozinho com minha Secret e acompanhado por Ana Luiza, Luciana (irmãs de Bob) e a prima da vizinha, aquela...
Chegando na praia, dava até vontade ficar na areia, tamanha era a perfeição das ondas com os golfinhos "surfando" algumas e o céu completamente azul, sem nuvens. Era um quadro. Caí na água. E o processo de remar, dropar, soltar uma rasgada no lip, voltar a base, achar o trilho, encaixar a prancha e seguir deslizando sozinho dando batidas, floaters e cutbacks indo até a beira continuou por duas horas. Sempre com os golfinhos nadando. Ana Luiza ainda arriscou um mergulho. Arriscou porque ela estava com medo dos mamíferos.
E no fim da tarde ainda rolou mais uma sessão de surf em frente ao alcoodrómo da casa de Renato. Com mais gente e a maré enchendo. E foi bom do mesmo jeito. A onda diferente porque estava enchendo e rolava mais pressão. Era dropar, botar na parede, dar uma batida, umas rasgada e voltar pro outside.
E Bob? De manhã dormindo. A tarde na areia olhando. Outra dessa, sabe quando?

0 - Opinaram nessa bagaça!
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