24/12/2011

Arraiá do Vavá

A turma do CEFET, hoje IFRN, completou 10 anos. Fizemos o décimo amigo secreto na última segunda (19/12). Em homenagem aos outros nove integrantes da turma, um causo que envolve quase todos. Quase porque Fábio, que só bebe Coca-Cola, não estava no meio. Claro.

Sexta-feira, mês de junho, a turma forrozeira - só não estão inclusos eu e Hércules - combinam de sair juntos. "Hugo, tu nunca sai com a gente". Uma grande mentira, saio sim. Pra beber. Pra festas complica, afinal o gosto deles é péssimo. Combinaram, sem eu saber, que iriamos ao Arraiá do Vavá. Mas só foram me dizer isso no caminho quando estávamos passando de casa em casa pra pegar suprimentos.

Quando eu soube já estávamos no caminho, não tinha nem como reclamar. "Tá no inferno, se abraça com o capeta". Na frente do dito evento cultural, Victor Rocha informa que será pai de gêmeas. É um sonho. Brindes a valer. Cada um com seu passaporte da alegria em mãos, vamos entrar. O lugar era imenso e fomos ficar na parte de trás, onde tinha um camarote! Ao lado dos banheiros químicos. O ponto de encontro para qualquer eventual desencontro. Para conhecer os arredores, resolvemos dar uma volta.

Nove homens em fila. Devia ser linda a cena. Resolvemos ir até próximo ao palco. Tirei uma gretche pra dançar. Avisei aos caras que me esperassem. Quando olhei de novo, o canto mais limpo. Ainda consegui com toda minha malemolência dançar duas músicas. Quando soltei a menina se abriu um clarão a minha frente. Uma briga generalizada. Com meus botões pensei: espero que não seja o nêgo brigando. Apelido carinhoso de Victor Hugo. Voltei para o lugar indicado. Já estava cochilando em pé, coisa normal, quando começou a chover. Simplesmente não tinha onde se esconder, já que era um descampado, um camarote, e banheiros químicos. Que estavam apinhados de machos e moçoilas.

Tirei a camisa e fiquei sensualizando na chuva. Muito tempo depois, não sei nem precisar quanto tempo, todos apareceram. Todos secos. Vamos ao fatos.

O grupo, oito lindos rapazes, ia passando no meio do povo quando um cidadão esbarrou em Victor Hugo. Houve um princípio de desavença, logo abafada. Ficaram todos parados conversando. Nisso Victor Hugo pergunta a Victor Rocha. "cadê o cara?". E Rocha: "nas suas costas cochichando com uma amigo". Victor Hugo, manso que só ele, não esperou. Virou o cidadão e desferiu um soco nos beiços. Daí em diante a coisa ficou engraçada. Primeiro porque o único brigão era Victor Hugo, o resto não sabe nem dar um tapa. Mas todos entraram a na confusão. Inclusive quem nem fazia parte dela.

Hércules, o único sensato, tentava apartar a briga puxando os envolvidos. Quando soltava, corriam pra dentro de novo. João Vicente, tão qual um boneco de Olinda, sacudia os braços desferindo tapas em todos ao redor. Até que levou um chute nos peitos e caiu sobre o isopor de um ambulante estourando a caixa. Victor Rocha, forte que só ele, tava mais brabo que um cachorro Pincher. Os outros trocavam tapas e pontapés até que a polícia "a paisana" chegou pra acabar a brincadeira. Ainda deu tempo de Victor Hugo dar um na cara do pepa numa tentativa de imobilização. Sorte dele que o cidadão não revidou.

Todos encaminhados ao camburão. Mas apenas Victor Hugo e seu agressor ficaram efetivamente presos. Dentro do camburão, explicando quem começou e etc, o "inimigo" de Victor começou a chorar. Como forma de amenizar a situação Victor deu um tapa na cara dele e mandou ele ser homem. Alguns policiais não aguentaram e riram. Depois de alguns telefonemas a situação foi contornada e foi quando eles apareceram de volta na festa. Fiquei triste porque fui o único que não brigou.

2 - Opinaram nessa bagaça!

At 14/1/12 10:15, Blogger Luciano Escreveu...

hahahahahahaha

 
At 14/1/12 20:55, Anonymous Rafael Barreto Escreveu...

Muito bacana Hugo. Grande memória. Agora só não sei aonde eu estava nessa confusão toda.
Acho que eu estava bem ocupado.

 

Postar um comentário

Vai linkar?

Criar um link

<< Home