12/01/2012

Sonho meu, sonho meu

Nunca lembro dos meus sonhos, mas esse foi bem estranho, e rápido. Compartilho.

Eu espero ônibus só de pijama, só a parte de baixo. O ponto lotado. O ônibus chega. Todo mundo sobe. Eu de pé olhando a paisagem. Lá adiante o povo começa a descer aperriado. Procuro a causa: fogo, assalto, briga, homem-bomba. Nada. O povo continua a descer apavorado. Ao olhar embaixo da cadeira alta, aquela que fica sobre as rodas do ônibus, há uma bebê conforto, apenas com as roupas de um bebê e um celular tocando. Eu acordo.

Acho que dá pra filmar um curta.

29/12/2011

2011

Se 2012 for acabar, e for acabar como acabou 2011 e começou 2012, que venha com força. Porque se eu fosse advinhar, tinha ao menos me preparado. Amigos queridos, cheiro no cangote, cerveja, praia, chorinho, rock, música erudita, instrumental experimental, vinil, cd. Faltou um quadrinho, mas ainda há tempo disso ser remediado.

24/12/2011

Arraiá do Vavá

A turma do CEFET, hoje IFRN, completou 10 anos. Fizemos o décimo amigo secreto na última segunda (19/12). Em homenagem aos outros nove integrantes da turma, um causo que envolve quase todos. Quase porque Fábio, que só bebe Coca-Cola, não estava no meio. Claro.

Sexta-feira, mês de junho, a turma forrozeira - só não estão inclusos eu e Hércules - combinam de sair juntos. "Hugo, tu nunca sai com a gente". Uma grande mentira, saio sim. Pra beber. Pra festas complica, afinal o gosto deles é péssimo. Combinaram, sem eu saber, que iriamos ao Arraiá do Vavá. Mas só foram me dizer isso no caminho quando estávamos passando de casa em casa pra pegar suprimentos.

Quando eu soube já estávamos no caminho, não tinha nem como reclamar. "Tá no inferno, se abraça com o capeta". Na frente do dito evento cultural, Victor Rocha informa que será pai de gêmeas. É um sonho. Brindes a valer. Cada um com seu passaporte da alegria em mãos, vamos entrar. O lugar era imenso e fomos ficar na parte de trás, onde tinha um camarote! Ao lado dos banheiros químicos. O ponto de encontro para qualquer eventual desencontro. Para conhecer os arredores, resolvemos dar uma volta.

Nove homens em fila. Devia ser linda a cena. Resolvemos ir até próximo ao palco. Tirei uma gretche pra dançar. Avisei aos caras que me esperassem. Quando olhei de novo, o canto mais limpo. Ainda consegui com toda minha malemolência dançar duas músicas. Quando soltei a menina se abriu um clarão a minha frente. Uma briga generalizada. Com meus botões pensei: espero que não seja o nêgo brigando. Apelido carinhoso de Victor Hugo. Voltei para o lugar indicado. Já estava cochilando em pé, coisa normal, quando começou a chover. Simplesmente não tinha onde se esconder, já que era um descampado, um camarote, e banheiros químicos. Que estavam apinhados de machos e moçoilas.

Tirei a camisa e fiquei sensualizando na chuva. Muito tempo depois, não sei nem precisar quanto tempo, todos apareceram. Todos secos. Vamos ao fatos.

O grupo, oito lindos rapazes, ia passando no meio do povo quando um cidadão esbarrou em Victor Hugo. Houve um princípio de desavença, logo abafada. Ficaram todos parados conversando. Nisso Victor Hugo pergunta a Victor Rocha. "cadê o cara?". E Rocha: "nas suas costas cochichando com uma amigo". Victor Hugo, manso que só ele, não esperou. Virou o cidadão e desferiu um soco nos beiços. Daí em diante a coisa ficou engraçada. Primeiro porque o único brigão era Victor Hugo, o resto não sabe nem dar um tapa. Mas todos entraram a na confusão. Inclusive quem nem fazia parte dela.

Hércules, o único sensato, tentava apartar a briga puxando os envolvidos. Quando soltava, corriam pra dentro de novo. João Vicente, tão qual um boneco de Olinda, sacudia os braços desferindo tapas em todos ao redor. Até que levou um chute nos peitos e caiu sobre o isopor de um ambulante estourando a caixa. Victor Rocha, forte que só ele, tava mais brabo que um cachorro Pincher. Os outros trocavam tapas e pontapés até que a polícia "a paisana" chegou pra acabar a brincadeira. Ainda deu tempo de Victor Hugo dar um na cara do pepa numa tentativa de imobilização. Sorte dele que o cidadão não revidou.

Todos encaminhados ao camburão. Mas apenas Victor Hugo e seu agressor ficaram efetivamente presos. Dentro do camburão, explicando quem começou e etc, o "inimigo" de Victor começou a chorar. Como forma de amenizar a situação Victor deu um tapa na cara dele e mandou ele ser homem. Alguns policiais não aguentaram e riram. Depois de alguns telefonemas a situação foi contornada e foi quando eles apareceram de volta na festa. Fiquei triste porque fui o único que não brigou.

23/12/2011

Saudade da galega

Esperei uma semana para ligar, fiquei inquieto que nem criança quando espera um brinquedo ou adolescente quando está apaixonado. Na segunda-feira liguei. "Quer ir ao cinema?". Convite aceito, fui a UFRN pega-la. O filme? O romântico Bastardos Inglórios. Estava linda. De saia longa, cabelos soltos cacheados, sem falar nos olhos e no sotaque.

O filme muito bom. Pipoca e refrigerante como pede cinema. Eu na minha inocência, e talvez cavalheirismo demais, assisti o filme todo. Até onde sei ela gostou também. Na hora de ir embora, como era segunda-feira e ela tinha que voltar cedo, nem perguntei nada. Mas no meio do caminho veio a pergunta dela. "Quer tomar uma cerveja?". Era tudo que eu queria ouvir.

Rodamos mais de meia hora, sem lembrar que geralmente na segunda muitos bares fecham. Uma última tenativa em um lugar nada romântico: UTI do Caldo. Estava aberto. Pouquissimas pessoas. O velho caldo de ostra. Ela recusou. Tomamos algumas cervejas, conversamos amenidades a fim de nossas vidas. Várias coisas em comum, outras nem tanto. Ela sugeriu: "Vamos pedir uma música?". Pedir uma música era colocar uma cédula de R$ 1.00 numa jukebox. Cada um pediu uma.

Papo vai, papo vem. Aquele sorriso matador, eu tal qual um adolescente como citado acima, toco sua mão. Na verdade adolescente nenhum faz isso. São apressadinhos. Ok, em alguns momentos temos que ser mesmo. Mas primeiro foi a mão, depois os cabelos, um cheiro na nuca... Fomos embora.

Ainda permanecemos um bom tempo conversando no carro, já na casa dela. Pelo menos uma hora. Muito carinho. A verdade é que até hoje ainda penso, insistentemente, nela. E já faz mais de uma ano que não a vejo. Melhor assim. Restam memórias: voz, cabelos, mãos... passeios, cinema, praia.

Dia desses me peguei sozinho na mesma UTI do Caldo, sozinho, tomando o mesmo caldo de ostra. E uma cerveja.

18/11/2011

Que cheiro é esse?

Tava relendo os textos e lembrando das presepadas de Bob.

Teve um dia que estávamos sentados na varanda, lá em Cotovelo. Ouvindo música, conversando besteira, olhando o mar. De repente Ana aparece e ele: "mãe, cheira aqui". E aponta o dedo pra ela. Ela cheira e revira os olhos com uma cara transtornada. A sequência foi uma gargalhada dele seguida de uma carreira com a mãe na cola dos cascos com uma chinela em mãos.

Eu sem entender nada. Deixa que ele tinha metido o dedo no boga e botado pra mãe cheirar. Ainda consigo lembrar da cara do galadinho. Quem o conhece acho que também consegue visualizar.

09/09/2011

Santos x Botafogo

09/09/2010

Primeira vez que vesti a camisa de Loco Abreu, que vinha se estranhando com Joel Santana, e que mesmo depois do golaço aos 45 do segundo tempo, não comemorou. Obrigado Loco Abreu. Desde então, tudo mudou, pra melhor.

Como bem disse Armando Nogueira: "Botafogo é bem mais que um clube. É uma predestinação celestial".


21/06/2011

Um banho na cachoeira de Pium


Sábado a noite, uns 14, 15 anos atrás. Em Cotovelo uma infinidade de coisas a fazer: beber. E a procura de uma novidade, de uma maneira diferente de curtir o alcool, resolvemos ir em busca da cachoeira encantada de Pium. Escondida no balneário. Mas antes tínhamos que passar pela porta mágica da Mung House e seus doendes.

Não lembro como a história começou, mas fomos eu, Renato, Bob, Marcelo e sua namorada Renata. Que mandava e desmandava nele. Até surra dava que eu sei muito bem. Pois bem, como o destino era a cachoeira encantada e um tal de festival de reggae, se não me falha a memória... Se bem que agora estou lembrando que parece que o General Junkie tocou. Enfim, resolvemos além do liquido apelar pra fumaça do nosso amigo Morcegão. O caminho era ali pelo balneário de Pium. E ele tinha acabado de ser asfaltado. Tinha acabado mesmo. Mas quem ligava pra isso sobre o bugre de Bob e sem capota? Aquela altura a cabeça já estava em outra dimensão e rumamos aos prazeres da música em comunhão com a natureza.

Chegando ao local, percebemos que já tinha uma boa quantidade de gente. Resolvemos economizar a grana da entrada e revertê-la em cerveja. Bob estacionou o bugre encostado na cerca e ao lado de um cajueiro. Pulou Marcelo, Renata, Renato e Bob. Eu por último quando achei que estava aprumado, cai de costas do outro lado. Pelo menos não fiquei preso na cerca.

Lá dentro muitas meninas bonitas, nativas de Pium e adjacências. Som rolando, cerveja gelada, um córrego cortando o lugar. Sentados conversávamos alegremente a curtir a porcaria do reggae. Bob se engraçava com as nativas tal qual os portugueses quando chegaram ao Brasil. Marcelo enchia o saco de Renata e eu comecei a passar mal. Por fim dei uma bela duma vomitada, auxiliado por Renata que alisava minhas costas. Nunca acreditei que isso funcionava, até aquele dia.

Resolvi tirar uma soneca, como era de praxe na época, e depois de algum tempo fui acordado pelos amigos para irmos embora. Ao chegarmos a entrada o porteiro bem simpático nos cobrou a entrada: - Tá pensando que não vi vocês pulando?

Maravilha de noite, divertida. A cachoeira? Esta aí na foto. Não sei quem é esse figura, dei uma googlada e achei aqui. Como fomos de bugre e, como já dito, o piche tinha acabado de ser colocado na pista, as roupas de quem estava na parte de trás do carro ficaram impraticáveis. Sem falar que o domingo foi de trabalho para Bob e Renato limpando o carro.

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11/06/2011

Carnatal é Natal, Carnatal é viver, Carnatal é amor e prazer

Qual dos dois?

Pelos idos da década de 90. Sem ter o que fazer. Resolvemos, eu, Renato e Bob ir ao Carnatal. Só para fuleirar. Criamos o bloco Taras, que também era composto por Marcelo Barreto. Mas ele era café com leite. Como todo bloco, tínhamos nosso abadá, camisas lindas que nossas mães na primeira oportunidade jogaram fora.

Para agüentar as horas que passaríamos sofrendo bulling sonoro, a única solução foi ficarmos levemente alterados a base de aditivos quimicos. E para tal resolvemos fazer um carrinho para levar uma caixa de isopor que eu tinha em casa e que comportava umas quatro caixas de cerveja. Fomos na Galvão Mesquita, compramos os tubos e fomos ao laboratório de Engenharia Mecânica da UFRN confeccionar o veículo. Coube a Renato, o único apto a tal serviço, a tarefa. Eu ajudava segurando os tubos e fechando os olhos para não ficar cego. O carrinho ficou supimpa com duas rodas fixas a frente e uma móvel atrás, para as curvas. Ainda havia um local para uma bateria onde uma sirene seria acoplada.

Chegando ao dito evento religioso, ao botar o carro na avenida Miguel Castro, um cidadão perguntou quanto era a cerveja. Não gostou de ouvir que custava R$ 5.00, já que mais adiante era possível comprar três pelo mesmo preço. Saiu soltando cobras e lagartos e cuspindo abelhas africanas. Foda-se. Uma pena que a bateria não durou muito e ficamos sem a sirene, mas ainda conseguimos assustar muitos desavisados que passavam a frente do carro e não suspeitavam do estrondo no pé do ouvido sem aviso. O carrinho funcionou que foi uma maravilha.

Chegando ao ponto, cruzamento da Miguel Castro com Romualdo Galvão, levantamos acampamento e começamos o serviço. Muitos olhavam desconfiados nosso abadá e chegamos a conjecturar que seríamos presos por pornografia. Mas isso não aconteceu. Sempre saíamos em dupla para aditivar, a mais, o organismo e dar um passeio para observar as tetéias, as Chupa-Cabras e os Ets de Varginha. Num desses passeios deixamos Marcelo e Renata, sua namorada a época, tomando “de conta” do carrinho. Quando voltamos ele estava querendo virar homem, brabo que só. Dizendo que quando o Chiclete com Banana passou, arrastando toda sorte de vagabundos, bêbados, baderneiros e chicleteiros da cidade, o carrinho quase foi junto. A solução foi Marcelo e a namorada subirem no carrinho. Bem, foi testada a resistência. E se com quatro caixas de cerveja, mais duas pessoas em cima, ele não quebrou... Estava aprovado até pra beber no Iraque.

Isso na perna dela é a calcinha?

Entre uma cerveja e outra, conversando com Renato observamos Bob “se passando” nas cordas de um bloco que já estava no fim. Ele sacudia com força o que fazia os cordeiros irem juntos. “Bob, sai daí, tu vai levar uma porrada”. “Porra nenhuma, já viu o tamanho desses cordeiros?”, retrucou Bob. Beleza, depois não diga que não avisamos. Continuamos o papo e lá pras tantas ao virar novamente pra rua nos deparamos com o atleta de Cristo, Bob, estirado no meio fio sendo banhado pela lama formada por todo tipo de líquidos que formavam o cheiroso micro-rio. Ainda tivemos tempo de ver o trem que passou por sobre ele, retornando ao centro do bloco. Não foi falta de aviso. No fim estávamos tão encharcados que estávamos vendendo três cervejas por R$ 5.00, como queria o tiozão.

Também teve uma história duma loirinha paulista caindo sobre um mendigo, que estava dormindo enrolado em jornais e acordou com aquele presente olhando pro céu e agradecendo a Deus. E outra, de outro dia, que Bob e Renato estavam pescando piranhas no meio dos blocos com uma vara de pescar que na ponta tinha um abridor de garrafa em forma de manjuba. Mas essas ficam pra outra vez.

24/05/2011

Tranquilidade

Tranquilidade

Parei para olhar a chuva
Sentir os pingos que caiam com força
Escorrendo suavemente pelo rosto
Tal qual um carinho seu

Sempre que o tempo fecha
E o frio chega para aliviar
Lembro do abraço
Que nos fez aquecer

Sinto sua respiração
O cheiro da sua pele
A suave voz de veludo
E o olhar que me traz tranquilidade

Os dias passam devagar
Conto as horas para te ver
Quando finalmente tenho você
Seria hora do tempo parar

18/04/2011

Karina Buhr




Incendiada e incendiando o AbrilProRock.

03/01/2011

Damn Laser Vampires

Essa banda é do Rio Grande do Sul, já lançou um disco fora do Brasil, mas que foi distribuido aqui. É uma mistura de punk, rockabilly e até em alguns momentos polka. No primeiro disco isso fica claro. As vezes pelo lado sombrio do som lembra até Joy Division. Enfim, o segundo disco está para sair em breve e deve fir melhor ainda que o primeiro.

Atualização: já estou com o disco, e é melhor do que eu pensava. Só falta ver um show.

Saquem os vídeos.




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Sob o pé de manga e a luz da lua

- Está com pressa?
- Não.

O carro estava no estacionamento interno e uma placa indicava: 15 minutos. Eu sabia que o "está com pressa" não corresponderia a 15 minutos, mas quem se importa? A placa alertava: "sujeito a reboque". Pode rebocar. Pela mão guiado até o banheiro, da área de lazer. Conforto zero, e desde quando é necessário? As vezes dispensável. Ali, apoiada na pia, tudo para ser explorado. E foi.

- Está com pressa?
Aquele sotaque, junto com o sorriso e os olhos castanhos eram irresistíveis.
- Não.
- Tenho um vinho. Vem cá.

Pela mão guiado a um pé de manga. Deitado sobre a grama, sob a copa da árvore, sob a luz do luar. Vinho, carinho, uma noite para não se esquecer.

31/12/2010

10 melhores músicas do ano

vinil

Muito tempo sem escrever aqui. E como no fim do ano rola lista de tudo, até dos piores do ano, vou deixar aqui 10 músicas nacionais que agradaram bastante esse ano. Tem de tudo, desde rap/hip hop, passando pelo pop/psicodélico até chegar ao rock com pegada garage/grunge. Os lançamentos nacionais e internacionais foram prolíficos.

Destaques para Marcelo Jeneci, que lançou o disco em novembro, Tulipa Ruiz e Karina Buhr. Karina é pernambucana, mas mora em São Paulo. Tem em sua banda alguns dos músicos mais requisitados do cenário independente nacional. Karina fez um disco pop que passeia por reggae, música nordestina, rock e muitas outras influências diluidas no álbum. Dos roqueiros o tão esperado disco do Walverdes supriu a expectativa, é muito bom. O diferencial para os anteriores é ter mais coesão entre as músicas. Uma pedrada atrás da outra.

Outra novidade que não é tão nova assim pra muita gente, é que a venda de discos de vinil continua crescendo e o consequente aumento na produção Indo junto. Os preços da Sony são um absurdo (R$ 90.00), mas as bandas independentes estão prensando discos fora do país e muitos títulos chegam aqui entre R$ 20.00 e R$ 60.00. Sem falar que sempre há a opção de ir garimpar nos sebos e voltar com excelentes discos por módicos R$ 5.00.

Para baixar a seleção dos 10 melhores clique no vinil acima. Os escolhidos são:

Cérebro Eletrônico - Decência
Do Amor - Perdizes
Guizado - Wow
Karina Buhr - Plástico Bolha
Marcelo Jeneci - Pense Duas Vezes Antes de Esquecer
Os Haxixins - A Beira da Loucura
Tulipa Ruiz - Efêmera
Walverdes - Cérebro Embrião
Wallace Costa - My Charm
Lurdez da Luz - Ziriguidum

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24/12/2010

Feliz Natal


Por quê?

Bob pediu para eu contar a história do dia que fomos ao Circo da Folia, em Pirango praia, e tocou Cavalo de Pau.

Bob, se eu tiver ido, desculpe, mas não lembro mesmo. Conto com sua memória.

22/12/2010

Frango assado em Tabatinga

Sábado de manhã, pra curar a ressaca da sexta a noite em Pirangi do Norte, nada melhor do que surfar. Isso sim. Depois de um café da manhã legal e depois de fazer a digestão, Renato nos pegou, Bob e eu, e fomos a Tabatinga. Também estava na barca, ou no brugre, Cabeção, amigo de Bob. Isso já beirava o meio dia. Bob sugeriu: "que tal comprarmos um frango assado"? Idéia aceita na hora.

Paramos lá em Pium mesmo. Compramos um frango assado muito do cheiroso, chega deu vontade de tomar cerveja, mas morremos numa Coca-Cola 2 litros. Fomos pra Tabatinga. Duas pranchas e um body board sobre o bugre. No caminho Já começamos a comer o frango, não íamos deixar esfriar. Na altura de Búzios, na beira da estrada, duas gatinhas caminhavam rebolativamente. Renato reduziu a velocidade ao que Bob encheu a mão na bunda da mais próxima da pista. Ela deu um pinote que quase cai em cima do muro. Carro acelerado, xingamentos ao ar.

Frango assado, de comer, Coca-Cola, paramos no bar que funcionava no início da ladeira de Tabatinga. Ficamos terminando o serviço e olhando o mar. Tava mais ou menos. A maré estava intermediária. Geralmente Tabatinga quebra legal quando está toda cheia. Mas como não somos de ficar reclamando, caímos no mar.

Estávamos os três - eu, Bob e Renato - pertos um do outro. Bob pega uma onda e segue soltando suas manobras. De repente algo sobe próximo a mim e Renato. Vimos só "as costas" do ser marítimo. Na hora me deu aquele estalo "reme pra praia". Mas Renato tranquilizou: "isso é golfinho". Ok, vamos ficar.

Bob volta todo serelepe: "e aí? Viram que onda? Altos rolos e rolou um tubinho". Não, não vimos. Mas sabe o que vimos, Bob? Um golfinho subiu agora pouco perto da gente. O cidadão mudou de fisionomia, de cor, e soltou: "vou sair, fazer uns exercícios na areia". É o fresco, é? Saiu.

Chega em seu lugar Cabeção, que calça o mesmo número que ele e tem apreço por surfar deitado. Cadê Bob, perguntamos. Tá lá sentado na areia. E desde esse dia a fama de Bob cresceu: Ele só entrava em mar que não tinha peixe, nem mamíferos. Brincadeira a parte, ele ficava no mar até que algum ser morador das profundezas se mostrasse, depois, carreira pra areia ficar fazendo flexão, abdominais e correndo.